25 anos

25 anos um dia de chuva e encontrei  Filipe Jardim no chiado com a sua super 8 a filmar um pouco de tudo o que via. Mariana amanhã vou para Paris, um trabalho para Hermés, preciso de assistente quer vir?  3 dias depois estava no avião sem saber o que me esperava e tantos artistas iria conhecer. Que alguns deles mudaram a minha vida para sempre, que ia ser uma temporada especial. 

3 semanas transformaram-se em 6 meses. Um mundo de artistas, fotógrafos, cineastas, ilustradores, jornalistas etc... 

Fiquei a conhecer o Dudu (Edourd Salier), que no dia seguinte partiu para a argentina e nos emprestou a sua casa em Monmatre, onde ficamos cerca de 1 mês a trabalhar intensamente em projectos como Hermés, Happers Bazzar japan, Shopping etc...

Quando conheci o Dudu (através do filipe jardim) ele tinha 29 anos, e já tinha em mãos mil projectos, festivais, video clips, livros, ilustrações, e a casa dele respirava art doida. Fartei-me de chorar só de pensar que eu tinha 25 e não tinha feito nada, que não era artista, que tinha um longo caminho pela frente que nem eu sabia se iria percorrer.

O Edourd é um artista Puro, que tudo o que faz é especial. Que convida todos os seus amigos a participarem nos seus projectos doidos, que têm ideias que mais ninguém tem e partilha-as com o mundo.  Claro que, tudo isto com muitas sacrifícios, e só vivendo o dia a dia de um artista compreendemos que ele é uma pessoa, uma pessoa alcançável, mas com um dom único. 

Trabalhar com o Filipe e o Edouard fez-me ver que ser artista não é viver de arte 24/7, mas estar atendo ao mundo em redor, e viver numa comunidade de amigos e pessoas que amamos.

Tornamo-nos grande amigos, e passamos por momentos únicos. Nunca vou esquecer os tempos em Paris e no Cap Ferret com o Fil, o Dudu, e tantos outros amigos(e familia)  que se juntavam sempre que era preciso, que entravam e saiam sempre bem recebidos.
Quanto ao Fil e  ao Dudu tenho-os como meus "mestres" que me abriram um mundo de sonhos e objectivos.

Prometi ao Filipe e ao Edouard que um dia faria um Livro como o do Win Wenders, faria filmes como o Dudu, e viajava como o Filipe. Esta ida a Nova York trouxe-me de volta todos os momentos que vivi em França.

Obrigada e Saudades. Beijo

ps: pensei colocar um auto-retrato meu mais arrojado com 25 anos... mas achei que fazia sentido neste blog. Quem sabe noutro um dia.

Cap Ferret - 14 Julho 
14 juillet_cap

4 comentários:

  1. Gostei especialmente deste post mariana. bjs
    inês faro

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  2. Mariana, não se por eles, mas de certeza muito por ti...o teu trabalho é fantástico e esei que um dia vou ver um livro teu sim.

    Beijinho e continua assim, sempre franca e a fazer o que gostas e sabes tão bem

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  3. É engraçado, como me identifiquei com as tuas palavras aqui. Há algum tempo trabalhei no teatro como amador, mas a determinada altura tive a oportunidade de trabalhar com um grupo francês de artistas profissionais e posso dizer que essa experiência mudou a minha vida. Essa sensação da genialidade e do trabalho de um verdadeiro artista foi algo que me ficou impregnado na pele. E o quanto tudo aquilo era diferente de tudo o que eu já tinha visto e vivido e depois essa sensação de não ter vivido nada. Acho que essas pessoas têm o dom de nos 'inebriar' com o seu génio:D

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  4. eu tenho 22 e identifiquei-me bastante com as tuas palavras, não tenho bilhete para paris nem para lado nenhum mas tenho grande sede de trabalhar e aprender e ainda um longo caminho pela frente. acabei agora o curso e acredito ter um grande futuro pela frente, com trabalho, momentos especiais e amigos :)
    continua com o bom trabalho

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