Cartas de amor

Tenho uma caixa guardada no meu quarto cheia de cartas para a Laura. Algumas escritas por mim e outras escritas por outros. Postais e pequenos presentes com que agora ela já não brinca mas que foram muito especiais para ela.
Eu gosto de guardar memórias: gosto de voltar a olhar para as coisas, reler cartas e recordar o que já passou.
Durante os dois primeiros anos da Laura escrevi-lhe todos os meses num livro bonito que comprei online. Escrevi todas as suas aprendizagens, enumerei-lhe os amigos, descrevi-lhe as férias e as aventuras. No livro colei fotografias de toda a família e desenhos que as irmãs lhe ofereceram. Colei também o primeiro desenho dela, o tamanho do pé e um pouco do cabelo com que nasceu.
Continuo a escrever de vez em quando. Numa data especial ou em dias em que a vida muda de alguma maneira. Escrevo o que ela gosta de fazer, quais são as razões aparentes das birras dela e o quanto é teimosa como a irmã Vera. Quem são os seus amigos e sobre como é aventureira. Continuo a colar imagens e desenhos, pinturas e outras coisas.
Um dia vou dar-lhe essa caixa cheia de recordações, tal como a minha mãe me deu o meu livro do bebé.


6 comentários:

  1. e aposto que vai ser o melhor presente do mundo para ela! ;)

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  2. Lindo <3 Eu também tenho uma cx para cada um deles,embora o segundo filho não tenha tido tanta sorte, com o primeiro havia mais tempo, mas o amor, esse sim é o mesmo. Beijinho

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  3. Simplesmente lindo! Um dia quero fazer exactamente a mesma coisa com o meu filho :)

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  4. Mariana nunca achei que fosse possível admirar tanto alguém sem sequer conhecer pessoalmente a pessoa em questão. Mas é isso que sinto em relação a ti e ao teu trabalho. A forma genuína e única como escreves e congelas as emoções desde sempre que me prende e me encanta, mesmo antes de fotografar. Reconheceria uma fotografia tua em qualquer parte do mundo, o teu estilo mais uma vez único não deixa margem para dúvidas. E adoro a forma como descreves a tua relação com a Laura e os mimos que lhe preparas dia após dia e que um dia vão ser o maior tesouro que ela poderia ter :)
    Beijinhos,

    Sílvia

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  5. Ola Silvia,
    Sou uma pessoa normal igual as outras. Tenho mau feitio, e por vezes nao sou tao amiga como imagino que podia ser. Tb julgo as pessoas... As vezes os mais próximos e nao lhes consigo dizer na cara, acho que ja coisas que devemos guardar para nos para nao ferir os outros... Tenho a certeza que tb tens coisas muito especiais todos nos temos.
    No entendo muito Obg pelo comentário tao simpático.

    Bjs e ate breve

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  6. É uma ideia que reflecte uma enorme sensibilidade. E inspiradora...
    Cara Mariana, lancei-lhe um repto no post "Espécime" do meu blog. Sinta-se livre para aceitar ou recusar. É esse o espírito :-) Ana
    http://frascodememorias.wordpress.com/2013/09/12/especime/

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